Alceu Valença é atração no Sesc Piracicaba dia 14 de março

Venda de ingressos começa na terça (26/2) pela internet e na quarta (27/2) nas bilheterias da unidade. Valores vão de R$ 9 a R$ 30.

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Foto: Yane Montenegro

Um dos maiores expoentes da música nordestina, Alceu Valença mostra seu repertório cantando o amor e suas variáveis com Táxi Lunar, Coração Bobo, Anunciação, Girassol e Belle de Jour e Tropicana. Alceu sobe ao palco do Sesc Piracicaba em 14 março, quinta, às 20h, no ginásio da unidade.

Os ingressos começam a ser vendidos na terça-feira, dia 26/2, às 14h pelo Portal Sesc SP e na quarta-feira, dia 27/2, às 17h30 nas bilheterias da unidade. Com preços entre R$9,00 e R$15,00 e R$30,00, a compra, tanto online quanto presencial, é limitada a quatro ingressos por pessoa e a entrada de menores de 16 anos será permitida apenas se acompanhados do responsável legal (pai ou mãe).

Além de suas composições, seu repertório inclui canções de artistas consagrados como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Com 40 anos de carreira e mais de cinco milhões de discos vendidos, Alceu é o artista brasileiro que melhor representa a fusão dos gêneros musicais do Brasil com uma sonoridade repleta de timbres e intensidade contemporânea. Alceu Valença canta ao lado de Paulo Rafael (guitarra), Tovinho (teclados), André Julião (sanfona), Nando Barreto (baixo) e Cássio Cunha (bateria).

Sobre Alceu Valença

Nascido em São Bento do Una, no estado de Pernambuco, no dia primeiro de julho de 1946, Alceu Paiva Valença cresceu em convívio direto com os elementos vivos que ajudaram a consolidar a cultura do Nordeste profundo. Pelo canto dos aboiadores, emboladores, violeiros e cantadores de feira. Pelas toadas, baiões, xotes e rojões, cantigas de cego, tocadores de sanfona de oito baixos e os poetas de cordel, versejadores populares, artistas de circo, entre outras manifestações que conhecera desde o berço, Alceu assimilou a cultura e a música do agreste e do sertão a partir das raízes que a constituíram.

Conheceu os blocos de frevo, os grupos de maracatu e ciranda. Adquiriu o gosto pela música e ganhou um violão de presente de sua mãe, dona Adelma, escondido do pai, que não queria ver o filho metido em rodas de cantoria. Se formou em direito, foi estudar por três meses na Universidade de Harvard, nos Estado Unidos, onde ia para as praças cantar seu repertório de xotes, emboladas, baiões, martelos agalopados. Nesse período, um jornal local entrevistou o artista e no dia seguinte, a matéria estampava, em inglês: “Alceu Valença, o Bob Dylan brasileiro”

Em 1970, muda-se para o Rio, dois anos depois, exibiu-se ao lado de Jackson do Pandeiro e Geraldo Azevedo no Festival Internacional da Canção, onde sua embolada “Papagaio do Futuro” foi desclassificada, mas despertou a curiosidade de uma juventude radicalmente antenada. Gravou seu disco de estreia, em parceria com Geraldo Azevedo, gravou seu primeiro disco em 1974 solo, “Molhado de Suor”, pela Som Livre. Mas foi o Festival Abertura, promovido pela TV Globo, em 1975, que o lançaria diretamente para os lares brasileiros ao lado de um grupo formado por headliners da contracultura pernambucana, como Zé Ramalho, Lula Côrtes, Zé da Flauta, Ivinho e Paulo Rafael.

O sucesso para as massas chega na década de 80. Depois de uma temporada em Paris, regada a músicas de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, e um mergulho nos textos antropológicos de Gilberto Freyre, Alceu se recria enquanto artista e formata o estilo que o consagraria como um dos maiores poetas, cantores e compositores do país, com mais de cinco milhões de discos vendidos. Nova guinada estava reservada para 1996. Alceu junta-se aos colegas de geração Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho para a celebração do “O Grande Encontro” (com disco ao vivo lançado pela BMG). Um dos campeões de bilheteria da década, o show impulsiona, amplia e rejuvenesce seu público.

Suas últimas obras são o filme “A Luneta do Tempo” (com dois kikitos no Festival de Gramado), um livro (“O Poeta da Madrugada”, editora Chiado) e um CD/DVD com a recriação de sua obra para a música de concerto (“Valencianas”, ao lado da Orquestra Ouro Preto), pelo qual recebeu o troféu de Melhor Álbum de MPB de 2015 no Prêmio da Música Brasileira. Em seu caldeirão conceitual, música, Direito, política, poesia, e agora cinema, configuram um panorama sólido e sem concessões aos jogos fáceis do mercado para um dos personagens mais icônicos da cultura brasileira contemporânea.

Serviço
Música

Alceu Valença
Dia 14, quinta, 20h.
Ginásio. 16 anos.
Ingressos – R$30,00 / R$15,00 / R$9,00

Assessoria de Comunicação
Sesc Piracicaba

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