Casos de dengue registrados na microrregião de Piracicaba (SP) reforçam necessidade de ampliar combate ao Aedes aegypti

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Piracicaba Foto: Adilson Zavarize (arquivo)

Os municípios da microrregião de Piracicaba (SP) registraram, entre janeiro e fevereiro deste ano, mais de 1.830 casos de dengue, segundo dados atualizados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Desses casos, 483 foram confirmados. As cidades com maior incidência de dengue foram Piracicaba, São Pedro e Charqueada, que, juntas, somaram mais de 611 notificações da doença.

Para conter a situação, alguns municípios intensificam as ações de combate ao Aedes aegypti que, além da dengue, também transmite Zika e chikungunya. É o caso, por exemplo, da própria Piracicaba, onde a prefeitura ampliou o horário de visita dos agentes de endemias às residências. A vistoria agora é feita das 9h30 às 19h30, de segunda a sexta-feira. O objetivo é reduzir o número de residências “pendentes”, ou seja, que ainda não receberam a visita dos profissionais da Secretaria de Saúde local.

Para se ter uma ideia, no bairro Nova América e adjacências foram visitados 766 imóveis entre os dias 2 e 6 de março. Desses, apenas 383 foram vistoriados porque 312 estavam fechados, 49 desocupados e 22 proprietários não permitiram a entrada dos agentes. As informações constam no site da Secretaria de Saúde.

O Secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, alerta que o período de maior incidência da dengue no país vai coincidir, muito provavelmente, com o pico de contaminação do COVID-19 e, por isso, é fundamental que a população aproveite a quarentena para, também, se proteger do mosquito transmissor.

“Nós teremos, pelo menos, três epidemias simultâneas: coronavírus, que é uma novidade; teremos Influenza, que é uma rotina, todo ano acontece, e teremos, também, o pico de dengue. Então, é fundamental, e eu tenho chamado atenção, aproveitem que estão em casa e limpem o quintal, eliminem os focos de dengue”. 

Em 2020 o estado de São Paulo registrou 19 mortes em decorrência da dengue, segundo Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde em março. Em relação à chikungunya, outra doença transmitida pelo Aedes, o estado teve 391 casos prováveis. Já a Zika é responsável por 131 ocorrências entre os paulistas.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

Texto por Agência do Rádio Mais

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