Em três dias, choveu em Santos mais do que a média prevista para março. Morros seguem em atenção

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O prefeito Paulo Alexandre Barbosa e o governador Dória anunciaram ações para auxiliar os desabrigados. Foto: Anderson Bianchi

Nas últimas 72 horas (atualizado ao meio-dia), choveu 336 mm em Santos, mais do que a média esperada para todo o mês de março, que era de 293,8 mm. A média é calculada com base na quantidade de precipitações dos últimos 25 anos.

O solo dos morros está bastante encharcado, com risco para novos deslizamentos. Depois de 20 anos, foi registrado o primeiro caso de óbito em Santos, no morro do Tetéu, em virtude dos escorregamentos.

“Fiquei bastante chocado com o volume dos deslizamentos de terra e os riscos iminentes em várias áreas”, afirmou a governador João Dória, que sobrevoou na manhã desta terça-feira (3) os municípios de Santos, São Vicente e Guarujá.

A orientação é que as famílias que vivem nas áreas de risco nos morros de Santos sigam as orientações da Defesa Civil e, caso seja o recomendado, deixem as suas casas o quanto antes. A Defesa Civil de Santos está fazendo os encaminhamentos para a Secretaria de Desenvolvimento Social.

A assistência provisória está sendo realizada nos abrigos municipais (Seabrigo e Seacolhe) e conveniados (Albergue Noturno e Casa das Anas). Outra opção para que os desabrigados tenham acesso à assistência oferecida no município é procurar pelo Centro de Referência em Assistência Social (Cras) mais próximo.

Nesta terça-feira (3), estão em funcionamento o Cras Centro (Rua Sete de Setembro, 45), Cras Nova Cintra (Av. Santista, 655), Cras ZOI (Rua Visconde de Ouro Preto, 19 – Estuário), Cras Bom Retiro (Av. Nossa Senhora de Fátima, 517 – Chico de Paula), Cras Alemoa (Av. Marginal Direita, Via Anchieta 218), Cras Rádio Clube (Av. Brigadeiro Faria Lima, s/nº). Até as 14h30 dessa terça-feira (3), Cras São Manoel e o Cras São Bento não atendiam a população pela dificuldade no acesso, devido às chuvas.

“Nossa prioridade é o acolhimento das famílias e suprir suas necessidades, além da vistoria dos locais para evitar novas ocorrências”, destaca o prefeito Paulo Alexandre Barbosa.

DOAÇÕES

Colchões, travesseiros, roupa de cama e banho, alimentos em geral, vestimentas, água e produtos de higiene pessoal. Estes são os artigos solicitados para atender as famílias desabrigadas.

As doações devem ser encaminhadas para os seguintes locais: Fundo Social de Solidariedade de Santos (Av. Conselheiro Nébias, 388 – Encruzilhada), Vila Criativa da Vila Progresso (Rua Três, s/nº) e Vila Criativa da Zona Noroeste (Av. Hugo Maia, 293 – Rádio Clube).

O Governo do Estado de São Paulo destinou quatro toneladas de alimentos, a serem distribuídos para as cidades de Santos, Guarujá e São Vicente.

AUXÍLIO SOCIAL

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (3) na Prefeitura de Santos, Dória anunciou que o Governo do Estado contribuirá com 50% do valor do aluguel social, caso venha a ser oferecido pelos municípios aos desabrigados, “pelo tempo que for necessário”.

HABITAÇÃO

Estão em construção 198 unidades habitacionais do Conjunto Habitacional Santos R (fases 2 e 3), no Morro da Nova Cintra. Com 120 unidades já entregues, é o primeiro empreendimento voltado totalmente para a remoção das famílias que vivem em área de risco nos morros santistas.

A construção é de responsabilidade do Governo do Estado de São Paulo, por meio da CDHU, com investimento de R$ 13,8 mi em um terreno com mais de 14 mil m². Os apartamentos terão pisos cerâmicos em todos os cômodos, azulejos nas paredes hidráulicas, medição individualizada de água e acessibilidade.

Por Alice Vieira
Secretaria de Comunicação
Prefeitura Municipal de Santos – PMS

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