Projeto “Musicalização Infantil” amplia linguagem das crianças em Americana

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Foto: Comunicação Pref. Americana

O projeto, “Musicalização Infantil”, da Secretaria de Educação de Americana, oferecido a cinco Escolas Municipais de Educação Infantil, Emei, para crianças de 4 a 5 anos de idade, amplia a linguagem dos alunos e os coloca em contato direto com som e música.

Participam do projeto cerca de 400 crianças das Emeis Indáia (São Vito), Paturi (Vila Mariana), Emei Carandá, (Mathiensen), Emei Cunhatai (Alvorada) e Casa da Criança Tahira (Ipiranga). “Musicalização Infantil” é coordenado pelo músico e regente de Coral, Adilson Gombradi. Ele é regente dos Corais Vocalis e Unimed/Sicoob.

Segundo Gombradi o objetivo é fazer com que as crianças tenham contato com os diversos tipos de sons e a música. Esta possibilidade permite as crianças ampliar sua linguagem visual, corporal, oral e melhora a sensibilidade do aluno. “Não é ensino de teoria musical e nem formação de instrumentista. É colocar a criança em contato com a música”, disse o regente.

Gombradi lembra que no segundo semestre do ano passado plantou a semente do projeto em algumas Emeis, o primeiro momento dos alunos com sua aula. “Sentei com eles no parque da escola e pedi para identificarem o som ao redor. Orientei para fecharem os olhos e observarem o que ouviam. Após um silêncio comecei a dizer que tudo o que eles escutavam – o som dos pássaros, o vento nos galhos das arvores – era som. Primeiro, então, trabalhei o significado do som”, lembrou o professor.

Depois de algumas aulas, Gombradi se sentiu surpreso com a percepção das crianças. “Foi uma surpresa. Antes só tinha trabalhado com adultos e alunos de Cieps. Quando as crianças começaram a entender a questão da universalização do som o interesse deles pela música foi crescendo”, afirmou.

Para o regente a música é transformadora. Segundo ele as crianças prestam 100% de atenção em suas aulas, que duram de 20 a 30 minutos, lembrando que se tratam de alunos de 4 e 5 anos de idade. “Eles tem uma capacidade de aprendizagem enorme. Na aula eles se comportam como se tivessem mais idade, a atenção é muito interessante”.

Em abril ou maio, o regente depois de ter experimentado os diversos sons com os alunos, passará a mostrar a parte técnica da música. “Vou começar a mostrar o que são agudo e grave e a diferença entre eles. Será bem didático. Poderá ser em forma de assobio, uma expressão, coisas simples com uma dimensão que eles possam sentir um ou outro som”, explicou.

Os próximos passos do maestro serão revelar um pouco da teoria musical. Ele começará a mostrar os instrumentos – em forma de vídeo, cartaz, livros – como violino, contrabaixo, viola, violoncelo (os de corda) e depois os de sopro como flauta, trompete, tuba, etc. “Aparte em que eles se mostram mais empolgados é com os instrumentos de percussão. Pelo menos foi assim ano passado.Toda escola tem um kit de bandinha que vou utilizar”, afirmou. Segundo Gombradi a reação deles à percussão é fascinante. O interesse dobra. “Com os instrumentos de percussão todos querem participar”.

O objetivo, no segundo semestre deste ano, com o projeto, é formar um coral de crianças. Ele começará o repertório com canções infantis e populares como: O Pato, A Casa, Dona Aranha e música de Natal. “Para haver uma identificação da música com o personagem vou mostrar, por exemplo, um boneco de aranha ou do pato. Além disso, perguntarei qual a música que eles conhecem e que gostariam de cantar”, completou.

Gombradi tem percebido que, com a experiência do ano passado, os alunos ficam mais empolgados com as ações com o decorrer das atividades. Após algumas repetições as crianças conseguem sozinhas cantar a música, com toda a letra memorizada. “No geral não ensino só a cantar. A musicalização os faz entender um pouco mais desse processo do que seja a música. Eles se educam musicalmente. Acredito realizar uma ponte com a alfabetização, o que acaba se tornando um enredo complexo”, afirmou.

No segundo semestre quando o professor começar a praticar o repertório ele irá estimular novas posturas das crianças para cantar. Haverá exercícios de respiração, alongamento e relaxamento. O regente acredita que a musicalização aumenta a criatividade das crianças, cria novos movimentos e contribui para o convívio social. “Estou feliz com o projeto. Sinto as crianças dedicadas. Não esperava que tudo isso acontecesse“, concluiu dizendo que pretende levar as crianças a um ensaio da Orquestra Sinfônica Municipal de Americana.

Unidade de Imprensa
Prefeitura Municipal de Americana

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