Qual será o impacto dos técnicos estrangeiros nos times brasileiros em 2020?

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Todos os anos o Campeonato Brasileiro é marcado por eventos notáveis que muitas vezes acabam mudando – em geral para melhor – o rumo do torneio. E em 2019 é possível argumentar que o acontecimento que mais marcou a Série A foi o tremendo sucesso dos dois técnicos estrangeiros Jorge Jesus e Jorge Sampaoli, que comandaram as equipes do Flamengo e do Santos, respectivamente.

O técnico português que tomou as rédeas do time rubro-negro do Rio de Janeiro foi quiçá um dos grandes contos de sucesso do futebol mundial. Ainda que especialistas tenham apontado de maneira correta que Jorge Jesus foi agraciado não só com um elenco repleto de astros (para os padrões brasileiros), mas também com o “atraso” tático de boa parte dos comandantes nacionais, é inegável que a trajetória do Flamengo – ganhando o Campeonato Brasileiro com um recorde de 90 pontos e também levantando a taça da Libertadores – não seria a mesma sem ele.

Sampaoli e seu trabalho no Santos, por outro lado, podem não ter sido tão vitoriosos, ainda que o treinador tenha levado certa vantagem sobre Jorge Jesus por ter começado seu trabalho no Peixe já no início do ano. Entretanto, considerando as limitações de elenco do seu time e os problemas que a diretoria santista insistiu em mostrar ao longo do ano, o trabalho do argentino no time do litoral paulista é também digno de aplausos.

 

Infelizmente, Sampaoli já deu adeus ao futebol brasileiro. É bem provável que seu conturbado final de passagem pelo Santos tenha deixado o técnico ainda mais inclinado a sair do país, mas o “experimento” com técnicos estrangeiros no Brasil está longe de acabar.

O próprio Santos recrutou Jesualdo Ferreira, técnico português que foi tricampeão da liga do seu país natal no comando do Porto entre 2006 e 2009, para substituir Sampaoli. Atlético Mineiro e Internacional seguiram na mesma linha, contratando o venezuelano Rafael Dudamel e o argentino Eduardo Coudet, respectivamente.

É comum dizer que são várias as dificuldades para se medir o grau de impacto dessas contratações poucas semanas após elas terem sido realizadas. E tais avaliações podem ser agravadas pelos campeonatos estaduais por não terem o nível de competividade tão alto quanto o de suas contrapartes nacionais e internacionais. Entretanto, para entender melhor como o cenário está sendo movimentado, é possível lançar mão de diferentes ferramentas, como acessar plataformas de aposta esportiva, que contam com estatísticas para medir as chances de vitória em jogos e em títulos de times de futebol do Brasil inteiro.

 

Isto não significa que avaliações mal pensadas devam ser feitas. Os elencos dos times ainda estão em construção, e o mesmo vale para as preferências táticas e técnicas de comandantes, estrangeiros ou não, que estão tendo seu primeiro contato com seus clubes.

No entanto, é importante verificar sinais de que o caminho a ser seguido é promissor. Esse é o caso do Palmeiras, cujos resultados iniciais sob o comando do veterano Vanderlei Luxemburgo colocam o time como favorito em jogos do campeonato estadual.

Boas performances no nível estadual nem sempre indicam sucesso para além dessas fronteiras, mas já é um bom sinal de um trabalho que poderá ser tido como bem feito ao final da temporada. Isso fica ainda mais evidente quando consideramos que esse tipo de campeonato pode garantir um troféu já nos primeiros meses do ano, dando ao técnico e a seus jogadores aquele “levante” de espírito que normalmente serve como combustível para a conquista de títulos ainda mais importantes ao longo da jornada vindoura.

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