Universitários paulistas vencem a 25ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS

Competição de estudantes de engenharia foi realizada de 20 a 24 de fevereiro no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP) e teve 79 equipes com 1.216 participantes

0
244
A campeã EESC USP, da Escola de Engenharia São Carlos. Foto cedida pela Companhia de Imprensa

A equipe EESC USP Baja, da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo foi a primeira colocada na Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, encerrada neste domingo, 24 de fevereiro, no Parque Tecnológico de São José dos Campos, interior paulista, ao lado da Fatec, onde compareceram 79 equipes de um total de 87 inscritas. Com a classificação a universidade foi campeã da competição pela segunda vez consecutiva. A vice-campeã foi a equipe Poli Avia Aurora, da Escola Politécnica da USP, também de São Paulo.

O terceiro lugar no pódio ficou com a equipe Cactus Baja SAE, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Rio Grande do Norte, que foi a quinta colocada no ano passado. A quarta e a quinta colocação este ano foram conquistadas, respectivamente, pelas equipes Mangue Baja 1 e Mangue Baja 2, da Universidade Federal de Pernambuco.

79 carros que representam universidades de Norte a Sul do País atentos para a bandeirada do Enduro. Foto cedida pela Companhia de Imprensa

Com o resultado, as equipes EESC USP Baja, Poli Avia Aurora e Cactus Baja poderão representar o Brasil na competição mundial Baja SAE Rochester (6 a 9 de junho, Rochester Institute of Technology, NY, EUA), promovida pela SAE International.

25 anos 

A equipe Car-Kará, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), foi a vencedora entre as mais de 50 participantes espontâneas da prova comemorativa ao 25º ano de realização da Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS , realizada no sábado, penúltimo dia da competição. A prova foi um teste de resistência, velocidade  e habilidade do piloto, num circuito de aproximadamente 800 metros, cheio de obstáculos. Valeu 25 pontos na soma geral. O segundo lugar ficou com a equipe Komiketo Baja, da Universidade Federal de São João Del Rei (MG) e o terceiro com a equipe Bombaja UFSM, da Universidade Federal de Santa Maria (RS).

Equipe Car-Kará, da UFRN, foi a primeira da prova dos 25 anos do Baja entre 50 que participaram. Foto cedida pela Companhia de Imprensa

A Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS reconheceu ainda as melhores equipes por provas:

Melhor Equipe Novata
Equipe Baja Víbora (Instituto Militar de Engenharia-RJ)

Equipe 5S (melhor organização de equipe e box)
Equipe UFPR Baja SAE (Universidade Federal do Paraná)

Relatório de projeto
1° Equipe FEI BAJA 2 (Centro Universitário da FEI, São Bernardo do Campo-SP)
2° Equipe FEI BAJA 1(Centro Universitário da FEI, São Bernardo do Campo-SP)
3° Equipe Baja UFMG (UFMG)

Apresentação de projeto
1° Equipe Baja UFMG (UFMG)
2° Equipe Mangue Baja 2 (Universidade Federal de Pernambuco)
3° Equipe Mangue Baja 1 (Universidade Federal de Pernambuco)

Avaliação projeto dinâmico
1° Equipe Mangue Baja 2 (Universidade Federal de Pernambuco)
2° Equipe Car-Kará Baja (Universidade Federal do Rio Grande do Norte-RN)
3° EESC USP Baja (USP São Carlos-SP)

Manobrabilidade
1° Equipe EESC USP Baja (USP São Carlos-SP)
2° Equipe UDESC Velociraptor (Universidade do Estado de Santa Catarina)
3° Equipe Cactus Baja (Universidade Federal Rural do Semi-Árido-RN)

Velocidade Máxima
1° Equipe Rampage Baja (Universidade Federal de Juiz de Fora)
2° EESC USP Baja (USP São Carlos-SP)
3° Equipe Poli Avia Lotus (Escola Politécnica da USP São Paulo-SP)

Aceleração
1° Equipe Vitória Baja (Universidade Federal do Espírito Santo)
2° Equipe FEI Baja 1 (Centro Universitário da FEI, São Bernardo do Campo-SP)
3° Equipe Komiketo Baja (Universidade Federal de São João Del Rei)

Tração
1° Equipe Bombaja UFSM (Universidade Federal de Santa Maria – RS)
2° Equipe Equipe UDESC Velociraptor (Universidade do Estado de Santa Catarina)
3° Equipe Equipe Parahybaja (Universidade Federal de Campina Grande-PB)

Lama
1° Equipe Poli Avia Lotus (Escola Politécnica da USP São Paulo-SP)
2° Equipe EESC USP Baja (USP São Carlos-SP)
3° Equipe Baja de Galpão (Universidade de Santa Cruz do Sul-RS)

Suspensão
1° Equipe Baja de Galpão (Universidade de Santa Cruz do Sul-RS)
2° Equipe Mangue Baja 1 (Universidade Federal de Pernambuco)
3° Equipe EESC-USP (USP São Carlos-SP)

Enduro
1° Equipe EESC USP Baja (USP São Carlos-SP)
2° Equipe Car-Kará Baja SAE (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
3° Equipe Mangue Baja 2 (Universidade Federal de Pernambuco)

Geral
1° Equipe EESC USP Baja (USP São Carlos-SP)
2° Equipe Poli Avia Aurora (Escola Politécnica da USP São Paulo-SP)
3° Cactus Baja (Universidade Federal Rural do Semi-Árido-RN)
4° Equipe Mangue Baja 1(Universidade Federal de Pernambuco)
5 °Equipe Mangue Baja 2 (Universidade Federal de Pernambuco)

Melhor Equipe Região Norte
Equipe Baja UEA (Universidade Estado do Amazonas)

Melhor Equipe Região Nordeste
Equipe Cactus Baja (Universidade Federal Rural do Semi-Árido-RN)

Melhor Equipe Região Centro-Oeste
Equipe Piratas do Cerrado (Fundação Universidade de Brasília)

Melhor Equipe Região Sudeste
Equipe EESC USP (USP São Carlos-SP)

Melhor Equipe Região Sul
Equipe Baja de Galpão (Universidade de Santa Cruz do Sul-RS)

Prova 25 anos
1°Equipe Car-Kará (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
2° Equipe Komiketo Baja (Universidade Federal de São João Del Rei)
3º Equipe Bombaja UFSM (Universidade Federal de Santa Maria-RS)

Avanços

Na avaliação do Comitê Técnico da Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, composto por engenheiros da indústria automobilística, as equipes mostraram este ano avanços importantes em diversos aspectos, entre eles o de gestão de atividades como a utilização do sistema Toyota de produção, divisão de tarefas por subsistemas do carro e estabelecimento de metas. Muitas focaram na questão ambiental com o uso de pintura ecológica na carenagem, resinas à base de água e materiais mais leves para redução de consumo de combustível.

Equipes enfrentam desafios do Enduro, a prova mais esperada da competição. Foto cedida pela Companhia de Imprensa

Outro avanço foi a maior dedicação ao desenvolvimento do projeto no que toca, principalmente, à segurança e redução de massa, com a utilização de bateria de lítio em 70% nos carros, mais leves do que as de tradicionais de chumbo até então aplicadas em 60% dos projetos. As equipes também mostraram respostas positivas ao novo requisito regulamentar da prova de Apresentação do Projeto, de Planejamento e Execução Orçamentária, importante ao bom andamento do trabalho.

Aproximadamente 38% das equipes da Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS anteciparam o uso do novo motor Briggs & Stratton, obrigatório a partir de 2020 no Brasil, o que as desafiou no quesito níveis de emissões (CO2). O novo motor possui maior durabilidade e já é obrigatório nos EUA desde 2017.

Os carros
A vice-campeã Poli Avia Aurora, da Escola Politécnica da USP. Foto cedida pela Companhia de Imprensa

Os Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, monopostos para uso fora de estrada, com quatro ou mais rodas, motor padrão de 10 HP e capacidade para abrigar um piloto de até 1,90m de altura e até 109 kg de peso. Os sistemas de suspensão, transmissão, freios e o próprio chassi são desenvolvidos pelos próprios estudantes de engenharia, que são orientados por professores das instituições de ensino que representam.

O programa

O Baja SAE é o primeiro programa estudantil de capacitação organizado pela SAE BRASIL, e está entre os de maior sucesso. Nele os estudantes se organizam em equipes que, sob a orientação de um professor desenvolvem os veículos com o qual irão competir representando a sua instituição de ensino.

“Os programas estudantis da SAE BRASIL têm obtido sucesso entre os jovens e se mostrado celeiros de talento e inovação a ponto de cativar apoio e reconhecimento da indústria ao programa”, ressalta Mauro Correia, presidente da SAE BRASIL.

Companhia de Imprensa
Maria do Socorro Diogo | Susete Davi

Deixe uma resposta